SOBRE NÓS
Uma herança de Família
Atualmente vamos na quarta geração de descendentes a gerir as terras da família. Devido à sucessão da Herança da nossa Avó o património familiar foi dividido em cinco lotes. Porém, devido a uma vontade de continuidade deste projeto de forma una, três dos cinco ramos da Família decidiram manter o património e o negócio junto como um só, situação que perdura até aos tempos de hoje.
Devido a esta união de esforços, o património agrícola cresceu e atualmente dedicamo-nos à Agropecuária, com enfoque na produção de gado bovino da Raça Alentejana em linha pura (Raça Autóctone), à produção de Cereais, à Floresta e, desde o ano de 2001, à Vitivinicultura.
Os três ramos da família original que detêm o património agrícola familiar são as subfamílias:
Rosa Bagulho
Bagulho Vasconcelos
Bagulho Albino
A FAMÍLIA
Cronologia
1380
Morre o primeiro proprietário destas terras. A propriedade era composta por três casas de campo: Torre de Curvo de Cá, Torre de Curvo Dalém (atual Torre do Frade) e Torre da Alvarenga.
1380 a 1834
No seu testamento, Vicente Martins Curvo doou todas as suas terras aos eremitas de Santo Agostinho. Em sua memória, foi construída uma capela na igreja da vizinha vila de Veiros.
1834
A 28 de maio de 1834, o governo do Marquês de Pombal publicou uma lei que obrigava à extinção de todas as ordens religiosas. Esta medida integrou todos os seus bens e entregou ao Estado todos os direitos de administração sobre eles. Mais tarde, o Estado vendeu estas propriedades em hasta pública.
1839
A herdade (a propriedade original) foi dividida em duas partes, a olho, usando como marco um pequeno ribeiro que atravessa a herdade e se chama «Ribeira das Picanheiras» (esta história foi contada por um antigo trabalhador, João Maria Baptista). Em 1839, a herdade Torre do Frade foi comprada por António Joaquim de Souza Zuzarte por 14 contos de réis. O equivalente atual, sem contar com a inflação, é de 75€.
1900
O filho mais velho de António Joaquim, Francisco João de Souza Zuzarte, assumiu a gestão do negócio da família. Era casado com D. Maria Tereza de Matos Cortes Zuzarte.
1928
A 8 de julho de 1928, Francisco João de Souza Zuzarte morreu, deixando a administração da herdade à sua corajosa e querida mulher, Maria Tereza de Matos Cortes de Souza Zuzarte.
1953
Quando D. Maria Tereza morreu, em 1953, deixou a herdade à sua sobrinha adotiva, Maria Ana Cortes Bagulho. Maria Ana era casada com Luís Alfredo Carvalho Bagulho, que continuou o negócio da família.
1971
Luís Alfredo Carvalho Bagulho morreu e a herdade foi arrendada.
1974
Com a queda do regime de Salazar (regime ditatorial português, de 1932 a 1974), todas as terras do Alentejo, incluindo esta herdade, foram expropriadas pela chamada Unidade Coletiva de Produção, dirigida pela vaga comunista que invadiu Portugal nessa altura.
1979 até hoje
1979 foi o ano da devolução da herdade aos proprietários originais. Nessa altura, a família era composta por cinco ramos. Depois de uma avaliação, a terra foi medida e dividida em partes iguais. Dois dos cinco ramos decidiram explorar as suas partes de forma independente e continuam a fazê-lo hoje. Os outros três ramos juntaram terras e esforços e formaram um conjunto de sociedades agrícolas, entre as quais a Sociedade Agrícola H.T. Curvo, Lda., que deu início a este projeto.
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Filosofia de Gestão
Acreditamos que a agricultura alentejana ganha força quando os produtores trabalham em conjunto. Por isso, a nossa gestão assenta no associativismo e no espírito de grupo, que nos dão a dimensão necessária para competir, e na produção de bens de elevada qualidade, autóctones e certificados, que nos diferenciam no mercado.
Esta forma de estar está presente em todas as atividades da herdade. Somos sócios fundadores da Carnalentejana, dedicada à carne de bovino de raça Alentejana. Nos cereais, estamos ligados à marca Cereais do Alentejo, que valoriza o cereal 100% nacional. Trabalhamos ainda com produtores de oleaginosas e proteaginosas, contribuindo para uma produção agrícola nacional mais forte e menos dependente do exterior.
Espírito de Parceria
Este é o nosso objetivo essencial, pois nesta atividade o cliente é o motor de todo o projeto, sem clientes não há sustentação. Por esta razão o nosso serviço ao cliente é fundamental para suportar a nossa relação de parceria saudável. O produto é o primeiro elo de contacto com o cliente, assegurado por toda a nossa conduta e orientação produtiva de qualidade, mas o serviço é o elemento relacional que tem um enorme peso na decisão final do cliente e a nossa organização tem consciência deste fator crítico de sucesso, é por esta razão que orientamos o nosso comportamento organizacional segundo estes valores: Integridade, Tradição, Inovação, Respeito e Espírito de Parceria.
As pessoas da nossa terra
Na Torre do Frade valorizamos empregar as pessoas da nossa terra. São elas que dão vida à nossa empresa: conhecem a herdade como ninguém, acompanham cada vindima e passam de geração em geração o saber que torna os nossos vinhos únicos.
Apostar em quem vive e trabalha no Alto Alentejo é também a nossa forma de contribuir para o futuro da região e de manter viva a ligação entre a família, a terra e a comunidade.
Missão, Visão e Valores
Missão
Promover a sustentabilidade do mundo rural alentejano, tirando o máximo partido do potencial florestal, agrícola, pecuário e turístico do nosso património, sempre com espírito de grupo e associativismo.
Visão
Ser uma exploração autossustentável, com produtos de nicho de alta qualidade, e um motor do desenvolvimento económico e social da nossa região, em particular do concelho de Monforte.
Tradição
A nossa história remonta a 1380, quando a herdade foi doada aos eremitas de Santo Agostinho. Hoje, a família continua essa ligação à terra com a mesma dedicação à causa agrícola.
Inovação
A tradição não nos impede de evoluir. Apostamos na criatividade, na diversificação da atividade, na formação contínua dos colaboradores e nas melhores práticas agrícolas.
Respeito
Respeitamos a terra, os colaboradores, os parceiros, os clientes e a comunidade. Agimos com ética, transparência e rigor, porque é assim que se constroem relações duradouras.